Ex.mo Senhor Provedor da República:
Sabendo que têm sido aplicadas algumas leis quanto aos maus tratos infringidos aos prisioneiros de guerra, venho por este meio salientar que as mesmas não têm sido completamente respeitadas e na mesma medida que não tem sido aplicada qualquer sanção aos que ousam fazê-lo. Deste modo, venho a protestar contra os maus tratos infringidos aos prisioneiros da guerra.
Não tendo qualquer ousadia em desrespeitar vossa excelência, interpreto de algumas notícias, bastante esclarecedoras, de que os prisioneiros de guerra não têm sido tratados com o devido respeito como qualquer cidadão, recebendo assim enquanto prisioneiros, um tratamento desumano que vai contra os princípios dos Direitos Universais do Homem. Os prisioneiros de guerra possuidores de algum conhecimento acerca da estratégia adversária, segundo me consta, são abordados de uma forma pouco digna e com muita violência, sendo por vezes alvo de tortura até à morte.
Estes, segundo a informação que possuo, são interrogados por militares na sua base no território inimigo, não podendo assim alegar qualquer falta de informação acerca do método utilizado nessas interrogações, apesar de quando usadas, os ditos militares creio que o fazem sem qualquer pressão por parte de outrem e que têm a plena consciência sobre os seus actos.
Concluo, que esta situação não existiria se houvesse leis rígidas aplicadas às situações de guerra e quanto aos agressores seriam punidos mal houvesse oportunidade para tal.
Resta-me fazer votos para que as medidas necessárias sejam aplicadas, de modo a que haja um pouco mais de respeito pelo ser humano e que os maus tratos a prisioneiros de guerra acabem definitivamente.
Mação, 12 de Outubro de 2010
Com os melhores cumprimentos,
Mariana Catroga
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
UM ÍDOLO INESQUECÍVEL
Existem pessoas que, pela sua generosidade, grandeza e determinação, se assemelham a super-heróis.
Os meus pais têm profissões em que muitas vezes não podem estar comigo, tal como eu desejava.
Quando eu era pequena e os meus pais tinham de trabalhar, eu costumava ficar com uma amiga da família, ela era e é a minha segunda mãe. Sei que posso sempre contar com ela. O marido dela, tal como o meu pai, era bombeiro e ele era e sempre será como um pai para mim.
O Herói de quem eu quero falar é esse maravilhoso “Pai” (Francisco Lopes, o ex-comandante dos bombeiros), o pai que perdi quando tinha quatro anos.
Sempre cresci nos bombeiros e fui habituada, desde pequenina, a sentir aquelas emoções todas: os incêndios, o pânico e a felicidade de os ver voltar todos sãos e salvos.
Mas, houve um dia em que isso não aconteceu!
Numa tarde de Verão, quando o sol queimava muito, os bombeiros receberam uma chamada a avisar de um incêndio. Como sempre, os meus heróis equiparam-se e foram fazer o seu trabalho.
Lembro-me de ver os bombeiros regressarem ao quartel muito tristes: o Comandante morreu. Eu estive à espera que o “Pai” voltasse e isso não aconteceu nunca. O “Pai” não voltou, ao fazer o seu trabalho ele morreu. O meu Herói ao combater as chamas ficou rodeado por elas, morrendo asfixiado e, por fim, queimado.
Esse “Pai” é um Herói para mim, ele saiu fisicamente de junto de nós tentando salvar pessoas, morreu a fazer o seu trabalho.
As poucas recordações que tenho com ele são os momentos de alegria, os momentos de brincadeira e os momentos de risota que com ele passei.
Agora, quando há um incêndio e o meu pai tem de partir, fico com o coração nas mãos e gosto sempre de lhe dizer adeus e dar-lhe um beijo, porque nunca se sabe se ele voltará!
Os Bombeiros são ídolos para mim!
Joana Catarina Falcão Mousaco
Nº10, 7ºB
Os meus pais têm profissões em que muitas vezes não podem estar comigo, tal como eu desejava.
Quando eu era pequena e os meus pais tinham de trabalhar, eu costumava ficar com uma amiga da família, ela era e é a minha segunda mãe. Sei que posso sempre contar com ela. O marido dela, tal como o meu pai, era bombeiro e ele era e sempre será como um pai para mim.
O Herói de quem eu quero falar é esse maravilhoso “Pai” (Francisco Lopes, o ex-comandante dos bombeiros), o pai que perdi quando tinha quatro anos.
Sempre cresci nos bombeiros e fui habituada, desde pequenina, a sentir aquelas emoções todas: os incêndios, o pânico e a felicidade de os ver voltar todos sãos e salvos.
Mas, houve um dia em que isso não aconteceu!
Numa tarde de Verão, quando o sol queimava muito, os bombeiros receberam uma chamada a avisar de um incêndio. Como sempre, os meus heróis equiparam-se e foram fazer o seu trabalho.
Lembro-me de ver os bombeiros regressarem ao quartel muito tristes: o Comandante morreu. Eu estive à espera que o “Pai” voltasse e isso não aconteceu nunca. O “Pai” não voltou, ao fazer o seu trabalho ele morreu. O meu Herói ao combater as chamas ficou rodeado por elas, morrendo asfixiado e, por fim, queimado.
Esse “Pai” é um Herói para mim, ele saiu fisicamente de junto de nós tentando salvar pessoas, morreu a fazer o seu trabalho.
As poucas recordações que tenho com ele são os momentos de alegria, os momentos de brincadeira e os momentos de risota que com ele passei.
Agora, quando há um incêndio e o meu pai tem de partir, fico com o coração nas mãos e gosto sempre de lhe dizer adeus e dar-lhe um beijo, porque nunca se sabe se ele voltará!
Os Bombeiros são ídolos para mim!
Joana Catarina Falcão Mousaco
Nº10, 7ºB
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
A culpa é dos carrosséis
20h:53min, 4 de Fevereiro de 2010. Não passam ainda quinze minutos das declarações do Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos sobre a alteração da lei do endividamento das regiões autónomas, quando dou por mim a dissertar sobre este assunto que tem feito manchetes na última semana, e vendido, como se bilhetes de uma nova obra cinematográfica de James Cameron se tratasse.
O circo montado em volta desta que apelidaram como “grave crise política nacional”, parece frágil como aquele em Lisboa que há dias viu as suas bancadas colapsarem, a diferença é que neste, armado pela comunicação social, não se paga bilhete, e nem existe o risco de nos magoarmos realmente (infelizmente as estações de televisão pública tiram todos os extras divertidos). O que na realidade existe, é nada mais, nada menos, que uma irresponsabilidade tremenda dos partidos da oposição, que nos continuam a oferecer aquilo com que deles sempre pudemos contar: uma mão cheia de nada.
Fiquei de pé atrás com a comemoração dos cem dias de governabilidade, pois apercebi-me, que aqueles cem dias não tinham oferecido tempo suficiente para a oposição nos presentear com toda a sua má vontade e sofreguidão de poder, que chega agora por altura de Carnaval, época que faz jus aos partidos políticos que proclamam fazer parte de uma oposição séria, mas que não conhecem na realidade o significado da dita cuja expressão.
A lei do endividamento das regiões autónomas, vem de si demonstrar o quão ressabiada é esta camada política que não consegue admitir que perdeu o ciclo eleitoral, e que por isso, deveria remeter-se ao seu devido lugar, que explicado em termos leigos se trata apenas de não estragar a boa governação dos outros.
Numa altura em que o défice nas contas públicas toma proporções avassaladoras, é impensável sequer aumentar a despesa com leis como esta, que não passam de joguinhos políticos, feitos a pensar em encher o bolso a mais alguns. Não percebo como partidos de nobres valores (diria mais, próprios paladinos da moral e da verdade!) como o CDS e PSD, que lutaram afincadamente numa guerra de sinónimos para o casamento homossexual, venham agora conjuntamente com a restante esquerda da oposição querer fazer aprovar uma lei que prejudica todo o povo português, em detrimento dos habitantes das regiões autónomas que já se encontram beneficiados como por exemplo no caso da Madeira, que possui IVA reduzido relativamente ao restante continente.
O que realmente interessa é fazer aprovar uma lei que provocará o aumento da despesa pública, numa altura em que Portugal é comparado à Grécia, sofrendo quedas na Bolsa vistas apenas na altura do inicio da crise económica mundial. Estou seguro de que estes partidos estarão apenas a ter em conta o supremo interesse da nação. Quem não percebe isso?
Amanhã esta lei será votada, mais que provavelmente aprovada com a irresponsabilidade conivente dos líderes partidários que constitui esta sábia oposição, que parece não ter entendido o recado do conselho de estado.
Enquanto isto, o mundo gira e os carrosséis estão parados, o país abana e o Cavaquinho na pacatez do costume, passeia-se por Penamancor e come uma fatiazita de bolo-rei, enquanto diz: “Eu tenho esperança!” (Que ainda haja mais bolo-rei guardado para o fim da viagem?). É um Presidente da República que apenas demonstra as aptidões natas de uma pessoa que representa bem a cor do seu partido. Como diz uma grande amiga minha: São coisas da life.
Feliz ou infelizmente, o meu voto já contará nas presidenciais. Pode ser que nessa altura a Alegria surja.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
TEXTO DE OPINIÃO - AS CRIANÇAS E A GUERRA
Foto: Zoriah
Todos os anos, milhares de crianças, se vêm obrigadas a abandonar as suas casas, os seus pertences e muitas vezes, os seus pais. Outras ainda, acabam por morrer, ou ficam seriamente feridas e com deficiências físicas para o resto da sua vida, devido a guerras de interesses entre nações.
É por esta razão que não irei escrever um texto “com quatro parágrafos, no qual registo a memória da situação vivenciada”, pois certamente, se tivesse vivenciado tal situação, quatro parágrafos não chegariam seguramente para a relatar. Não a tendo vivido nem presenciado, seria enormemente sádico da minha parte, tentar colocar-me naquele lugar. Como é óbvio, nunca sentiria o desespero, a ânsia e o medo que aquela criança, e outras por esse mundo fora, poderão sentir em situação idêntica.
É repulsivo de tal forma para mim tentar vivenciar tal situação, que sinto que é um ultraje à memória de quem realmente já passou por isso. Certamente essas crianças não desejariam passar por tal, logo não vejo qual o benefício de me fazer passar por “vitimado de guerra”.
O único cenário que imagino, é que ter à volta de sete anos de idade, e não saber a razão pela qual milhares de homens passam por mim carregados com armas, disparando sobre outras pessoas, não deverá ser nada agradável, sendo pelo contrário, verdadeiramente traumático. Por respeito à memória de tais crianças que infelizmente passaram por situações desse tipo, e por aquelas que pereceram, fica expressa a minha preferência de não elaborar um texto desse género.
João Coelho, 12.º A
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
TEXTO DE OPINIÃO: A POLÍTICA VISTA PELOS JOVENS
Depois de protestos, vozes revoltadas, e ataques em praça pública, PS, vence.
A "Politica de Verdade", como intitula o PSD, valeu-lhe a esmagadora derrota, num cenário onde reuniam todas as condições favoráveis para ganhar, e ainda assim, conseguem obter um resultado semelhante ao de Santana Lopes aquando das eleições de 2005. E não, não é por a população portuguesa não gostar da verdade. Antes pelo contrário, o povo português dá primazia à verdade, não tendo votado por isso num partido que prima por transmitir a verdade que convém às elites desse "Rectângulo Ingovernável" termo que Alberto João, aquele mesmo que diz que o "País endoidou". Se pensarmos bem, percebemos porque é que uma figura destas se encontra "Orgulhosamente Só" numa ilha, separando-se até das bases do seu partido.
Nas autárquicas, o PSD deu-se como vencedor, mas eu, esperava a qualquer momento um "Especial Última Hora", onde Manuela Ferreira Leite aparecesse lendo o seu discurso de demissão. Pois este resultado não foi bom, não foi satisfatório, não foi mediano, foi medíocre. PSD perdeu 20 autarquias, e contas feitas, se deixarmos de lado as coligações (o que é essencial para avaliar com clareza os dados), o PSD fica com 119 autarquias, quando em 2005 tinha 158, e PS, fica com 131, registando dessa forma um aumento de 21 câmaras, na sua grande maioria roubadas ao PSD. Mas depois reflecti melhor e cheguei à conclusão, que o seu discurso de demissão, tinha sido o discurso de derrota do Santana Lopes, que fez o favor de fazer a caminha à Dona Manuela, que tanto insistiu em nomeá-lo para a Câmara de Lisboa contra a vontade do partido.
O CDS encheu o peito de orgulho, e não, não foi devido ao novo branqueamento dentário de Paulinho das Feiras, mas sim devido ao resultado estrondoso de dois dígitos, que há muito tempo não se via por aquelas bandas, um crescimento que se deveu em parte, ao deslocamento não só de eleitores do PS, mas em grande maioria, do PSD. Claro que já nas autárquicas a conversa foi outra, e por mais resultados que tentasse manipular, Paulo Portas não conseguiu no seu discurso encontrar uma ponta de vitória, embora bem tentasse.
Louçã, cuspiu na cara de Sócrates fazendo um discurso tão arrogante, que alguns militantes devem ter ficado assustados e pensado que estavam na sede de campanha de um outro partido que não a de Louçã, aquele senhor que se diz tão humilde. Meio milhão de votos deram-lhe a impulsão para um fracasso total nas autárquicas, onde o velho ditado do "Não cuspas para o ar, que te pode cair em cima", funcionou lindamente. Caiu-lhe em cima, e Louçã afogou-se nos seus resultados míseros, que tentou compensar com uma demonstração de humildade, que poucos ou nenhum convenceu. Resta-lhe a consolação do seu principal objectivo que era "derrotar as políticas do engenheiro Sócrates" e retirar-lhe a maioria absoluta. Porque Louçã, parece-me a mim, quer isolar-se na esquerda, e inviabilizar uma convergência de interesses PS/CDU/BE. Não está interessado em misturas e tal como o senhor Alberto João, e o exímio Oliveira Salazar deve sentir-se "Orgulhosamente Só", Só que então o senhor Louçã encontra-se na bancada com a cor errada. Devem ser problemas de daltonismo, certamente! (De salientar que essa força de mudança que é o Bloco de Esquerda, nem emprego para o Luís Fazenda arranjou.)
Jerónimo de Sousa "nem levantou os pés" naquilo que se afigurou uma derrota sem precedentes, está mais que demonstrado que até já os mais velhos começam a ter juízo. O PCP ficou parado em 1974, e os Verdes apanharam por tabela. Ninguém quer mais Álvaros Cunhais, porque precisamos de um líder que se afigure às necessidades actuais, e não um que em cada frase que diga, precise de no fim exclamar "Viva o 25 de Abril". Até Beja, nas autárquicas, rejeitou o seu partido de berço. Uma mudança de atitude no PCP, precisa-se.
José Sócrates foi o grande vencedor, numas eleições que se assemelhavam quase impossíveis de ganhar, e onde lhe foram apontadas estatísticas de derrotas estrondosas. A verdadeira política de verdade prevalece, agora com o trabalho acrescido de uma maioria relativa, à qual certamente, o PS e José Sócrates estarão à altura, restando apenas saber se a oposição se encontrará em pé de igualdade. Nas autárquicas, PS foi sem dúvida o vencedor da noite, com um crescimento de 21 câmaras, arrecadando mais de dois milhões e trezentos mil votos, quase mais um milhão que o PSD. Em Lisboa António Costa brilhou e com razão, com uma maioria absoluta histórica. Elisa Ferreira não decepcionou, mas há que falar verdade, Rui Rio não é tão mau autarca quanto isso.
Surpresas mais que positivas foram as derrotas de Avelino Ferreira Torres e Fátima Felgueiras, foi de notar que houve um "Basta!" às políticas de corrupção. Quanto a Oeiras, apesar de ser a localidade com maior nível de ensino superior, foi aquela que maior burrice cometeu, ao eleger novamente um corrupto como governante.
Depois de analisadas todas as situações, fica claro que os próximos anos de governação, dependerão em muito das próximas eleições presidenciais. PS precisa de impor um afastamento às influências soaristas, e dar lugar a um PS de Manuel Alegre, que possa fazer frente a um Cavaco Silva, distanciado do PSD e enfraquecido politicamente.
PS necessita convergir à esquerda, o que não será tarefa fácil, e, PSD necessita reorganizar-se internamente, talvez, Marcelo Rebelo de Sousa fosse indicado para isso. Os abutres já começam a pairar, resta saber quem leva o seu quinhão de quê.
Como nota final, gostaria de deixar que, Santana Lopes não aprende. Deveria ter mais bom senso para poder perceber que é melhor escolher outra alternativa. Perde legislativas, directas do PSD e agora autárquicas, qualquer dia é vê-lo candidatar-se à junta de freguesia de São Domingos de Benfica.
A mim, resta preparar-me, porque estes próximos dois anos, vão ser os melhores que críticos políticos poderão viver, e disparates, vai ser vê-los saltar em todo o jornal e revista, é melhor ir já economizando, e no fim construo um álbum de anedotas.
Louçã, cuspiu na cara de Sócrates fazendo um discurso tão arrogante, que alguns militantes devem ter ficado assustados e pensado que estavam na sede de campanha de um outro partido que não a de Louçã, aquele senhor que se diz tão humilde. Meio milhão de votos deram-lhe a impulsão para um fracasso total nas autárquicas, onde o velho ditado do "Não cuspas para o ar, que te pode cair em cima", funcionou lindamente. Caiu-lhe em cima, e Louçã afogou-se nos seus resultados míseros, que tentou compensar com uma demonstração de humildade, que poucos ou nenhum convenceu. Resta-lhe a consolação do seu principal objectivo que era "derrotar as políticas do engenheiro Sócrates" e retirar-lhe a maioria absoluta. Porque Louçã, parece-me a mim, quer isolar-se na esquerda, e inviabilizar uma convergência de interesses PS/CDU/BE. Não está interessado em misturas e tal como o senhor Alberto João, e o exímio Oliveira Salazar deve sentir-se "Orgulhosamente Só", Só que então o senhor Louçã encontra-se na bancada com a cor errada. Devem ser problemas de daltonismo, certamente! (De salientar que essa força de mudança que é o Bloco de Esquerda, nem emprego para o Luís Fazenda arranjou.)
Jerónimo de Sousa "nem levantou os pés" naquilo que se afigurou uma derrota sem precedentes, está mais que demonstrado que até já os mais velhos começam a ter juízo. O PCP ficou parado em 1974, e os Verdes apanharam por tabela. Ninguém quer mais Álvaros Cunhais, porque precisamos de um líder que se afigure às necessidades actuais, e não um que em cada frase que diga, precise de no fim exclamar "Viva o 25 de Abril". Até Beja, nas autárquicas, rejeitou o seu partido de berço. Uma mudança de atitude no PCP, precisa-se.
José Sócrates foi o grande vencedor, numas eleições que se assemelhavam quase impossíveis de ganhar, e onde lhe foram apontadas estatísticas de derrotas estrondosas. A verdadeira política de verdade prevalece, agora com o trabalho acrescido de uma maioria relativa, à qual certamente, o PS e José Sócrates estarão à altura, restando apenas saber se a oposição se encontrará em pé de igualdade. Nas autárquicas, PS foi sem dúvida o vencedor da noite, com um crescimento de 21 câmaras, arrecadando mais de dois milhões e trezentos mil votos, quase mais um milhão que o PSD. Em Lisboa António Costa brilhou e com razão, com uma maioria absoluta histórica. Elisa Ferreira não decepcionou, mas há que falar verdade, Rui Rio não é tão mau autarca quanto isso.
Surpresas mais que positivas foram as derrotas de Avelino Ferreira Torres e Fátima Felgueiras, foi de notar que houve um "Basta!" às políticas de corrupção. Quanto a Oeiras, apesar de ser a localidade com maior nível de ensino superior, foi aquela que maior burrice cometeu, ao eleger novamente um corrupto como governante.
Depois de analisadas todas as situações, fica claro que os próximos anos de governação, dependerão em muito das próximas eleições presidenciais. PS precisa de impor um afastamento às influências soaristas, e dar lugar a um PS de Manuel Alegre, que possa fazer frente a um Cavaco Silva, distanciado do PSD e enfraquecido politicamente.
PS necessita convergir à esquerda, o que não será tarefa fácil, e, PSD necessita reorganizar-se internamente, talvez, Marcelo Rebelo de Sousa fosse indicado para isso. Os abutres já começam a pairar, resta saber quem leva o seu quinhão de quê.
Como nota final, gostaria de deixar que, Santana Lopes não aprende. Deveria ter mais bom senso para poder perceber que é melhor escolher outra alternativa. Perde legislativas, directas do PSD e agora autárquicas, qualquer dia é vê-lo candidatar-se à junta de freguesia de São Domingos de Benfica.
A mim, resta preparar-me, porque estes próximos dois anos, vão ser os melhores que críticos políticos poderão viver, e disparates, vai ser vê-los saltar em todo o jornal e revista, é melhor ir já economizando, e no fim construo um álbum de anedotas.
João Coelho, 12.º A
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